quarta-feira, 1 de junho de 2011

AUTRAN DOURADO: um monte-santense celebérrimo!

Esse artigo é para aqueles monte-santenses que ainda não tiveram oportunidade de conhecer esse ilustre conterrâneo (nunca é tarde) __ Dr. Waldomiro Freitas Autran Dourado.  E é também para aqueles que já o conhecem se relembrarem desse premiadíssimo escritor e um grande orgulho para nós.
Embora ele tenha nascido em Patos de Minas, de onde era a família de sua mãe, e, por esse motivo, ela preferiu ir para lá no momento de dar à luz.      Mas eles residiam aqui em Monte Santo, pois seu pai era o juiz de direito aqui nessa época. E foi aqui que Autran Dourado passou sua infância e juventude até aos 17 anos, quando foi para Belo Horizonte para continuar seus estudos. Em suas entrevistas, ele faz questão de dizer que é monte-santense, embora alguns sites trazem erroneamente que ele é de Monte Sião  (pelo fato de confusão entre os nomes das duas cidades).  Atualmente, ele vive no Rio de Janeiro.
Em várias obras, ele faz alusão a Monte Santo, ou melhor, a “Duas Pontes”     (uma referência às duas pontes da antiga “Rua do Córrego”), por meio do personagem-narrador monte-santense João da Fonseca Ribeiro. Mas é em uma de suas obras mais conhecidas e premiadas que o enredo tem nossa cidade como cenário. Essa obra é “O Risco do Bordado”.
A esquina do banco Itaú (o qual ele chama de “Banco Duas Pontes”) também aparece como cenário para seus contos. Ele se refere a essa esquina como “esquina do ponto”, que era onde os monte-santenses mais velhos gostavam de se reunir para “jogar conversa fora” ou discutir o preço do café.
Professora Nilzinha
Autran Dourado tem mais de 20 livros escritos, entre os quais diversos sucessos: “Uma vida em segredo” (1964), que foi transformado em filme por Suzana Amaral, “Ópera dos Mortos” (1967), “O Risco do Bordado” (1970), “Os Sinos da Agonia” (1974), “Opera dos Fantoches” (1995), “As Imaginações Pecaminosas” (Prêmio Goethe de Literatura 1981), “A Serviço Del-Rei” (1984), e “Confissões de Narciso” (1997), seu livro mais intimista. Em setembro de 2000 lançou “Gaiola Aberta - Tempos de JK e Schmidt”, livro que relata fatos e curiosidades de sua convivência diária com Juscelino Kubitscheck.
Em 29-08-2000 foi anunciado, pela Universidade de Lisboa, ter sido ele o vencedor da edição 2000 do Prêmio Camões, o mais importante em literatura da língua portuguesa, sendo o quarto brasileiro a receber tal distinção. (www.releituras.com/adourado)

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