Responsabilidade e não status
Um número assustador de investimentos para a Copa de 2014. O Brasil está focado apenas nisso e não no que realmente é necessário. Estima-se gastar mais de 20 bilhões de reais na Copa do Mundo que o país irá sediar e espera-se receber mais de 600 mil estrangeiros. O fluxo de turistas vai movimentar o país, tanto na economia, quanto no turismo. Gerará muitos empregos, muito lucro para várias empresas, além de que, o Brasil pode sair da lista dos países emergentes e passar para a dos países desenvolvidos. O PIB nacional pode crescer até 2%. Mas, assim como há pontos positivos, há os negativos, e esses são em número maior.
Enquanto o Brasil investe essa fortuna em estádios, hotéis, “segurança”, cultura, conforto para turistas, há crianças morrendo de fome, frio, sem casa, sem comida, sem pai, sem mãe. Há idosos precisando de cuidados, pessoas precisando de um lugar para morar e nada de o Brasil investir nisso. Mais uma vez, a torcida canarinho está se importando com “status” e não com cidadania. Será que o Brasil está pronto para receber esse evento “agora”? Não está muito cedo? Enquanto cidadãos honestos tentam poupar seus míseros salários para dar de comer aos seus filhos, políticos desonestos abusam dos impostos, e esses míseros salários poupados vão para eles, ou para estruturas, atualmente desnecessárias? E em 2016? Será mais uma fortuna dessa para receber as Olimpíadas? Montante que daria para construir 200 hospitais e 200 escolas. Isso causará um caos criminalístico, aéreo, rodoviário, entre outros. O Brasil não está pronto, ainda, para a Copa. Falta estrutura, faltam pessoas falando a língua mundial, faltam hotéis, estádios, aeroportos, táxis, guias, porteiros, etc.
Poderiam segurar esse evento, melhorar a economia e fazer das Olimpíadas de 2016 uma das melhores. Mas, querem “status”, não querem o que realmente importa: beneficiar o povo.






















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