O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, certa vez, ser mais inteligente que vaidoso. Mas, ao fazer essa afirmação, ele deixou evidente a sua vaidade pelo fato de se considerar inteligente.
Atitude contrária a essa do ex-presidente foi a de Sócrates (o filósofo e não o ex-jogador) ao afirmar “Eu só sei que nada sei” e, diante dessa verdade, ele demonstra ser uma pessoa sábia. Assim como há o provérbio que “o pior cego é aquele que não quer ver”, talvez possamos afirmar que o maior sábio é aquele que não se reconhece assim. Porque a sabedoria está na busca constante do conhecimento e na percepção de que sempre teremos alguma coisa mais para conhecer e aprender.
E o que mais me encanta é o fato de que as pessoas sábias são sempre as mais humildes, justamente por que são desprovidas de vaidade. Pois o que faz as pessoas serem arrogantes é justamente o convencimento de serem dotadas de algumas qualidades, traços morais ou psicológicos, ou até mesmo o fato de se sentirem bonitas fisicamente. Mas, pode parecer até incoerente, a vaidade não se trata do físico, mas da alma. E isso não é ruim! Pois é a partir da vaidade que, muitas vezes, o ser humano cresce. Por exemplo, quando um cantor desenvolve seu dom, ele sente prazer em expressá-lo e, dessa forma, ele manifesta-o em público e pode se tornar famoso e sentir-se realizado. Isso pode ocorrer em qualquer profissão, desde que o profissional se dedique e sinta orgulho, e por que não dizer vaidoso daquilo que faz.
“Quem não tem vaidade alguma despreza a própria reputação!” (Matias Aires)
terça-feira, 13 de março de 2012
Vaidade
Professora Nilzinha






















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