Palavras fortes como “vagabundos” e “puxa sacos” foram proferidas na sessão da última
segunda-feira do Legislativo monte-santense
O vereador Chico do Mercado em sua defesa preferiu
atacar o prefeito Militão e a mídia
Monte Santo: Por 4 votos a favor e 4 contra a bancada de oposição na Câmara Municipal de Monte Santo de Minas conseguiu derrubar a denúncia e representação contra o vereador José Francisco Leandro, o Chico do Mercado, apresentada por cidadãos monte-santenses, na sessão ordinária desta segunda-feira passada, 7. Para ser acatada a denúncia teria que obter dois terços dos votos dos vereadores, no caso seriam 6 votos. Votaram a favor os vereadores Paulo Márcio Secundo dos Santos, Antonio Nunes Machado, Ronaldo Bernardo e Maria Isabel Viana dos Santos e contra os vereadores Diomar Mariotti Filho, Osvaldo de Paula, Sebastião Pereira e Flávio da Silva Santos. O vereador Chico do Mercado não votou por estar envolvido na denúncia, o suplente Monclar Monte Alegre Costa, o Dela, apesar de ter sido convocado não compareceu a sessão. A denúncia se baseou no envolvimento do vereador com o contrabando de cigarros do Paraguai, conforme a operação “Reis do Monte” ou “Hollywood”, deflagrada pela Polícia Federal com a apreensão de 500 caixas de cigarros avaliadas em R$300 mil, na fazenda do filho do vereador. A denúncia ressalta que em 2007 por conta deste mesmo tipo de crime Chico do Mercado, que na época ocupava uma cadeira no Legislativo monte-santense também fora denunciado, mas seus pares também derrubaram a denúncia. Ressalta ainda, que tal “processo criminal ainda encontra em devido andamento junto a Justiça Federal”.
A sessão
O clima da sessão ordinária de segunda-feira, 7, da Câmara Municipal se apresentava tenso, principalmente depois da leitura e votação da denúncia contra o vereador Chico do Mercado, que de acordo com a denúncia, responde a processo na Justiça Federal pelo crime de contrabando de cigarros do Paraguai. A apresentação desta denúncia despertou a ira dos vereadores da bancada de oposição, que é a maioria na Câmara, e pela primeira vez na atual legislatura palavras mais contundentes e, até mesmo desrespeitosas, foram proferidas pelos vereadores Chico do Mercado e Diomar Mariotti Filho. Até mesmo o presidente da Casa, vereador Flávio da Silva Santos, o Flavinho, no final da sessão também demonstrou alguma anormalidade, sem o seu usual bom senso.
Ao se defender durante a Tribuna Livre Chico do Mercado preferiu atacar o prefeito Militão, sacando de um envelope várias folhas de papel que, segundo ele, tratava-se de ações judiciais contra a empresa do prefeito. “Aqui estão as provas, quem quiser pode pegar cópia comigo”, bradava. Salientou também, que a mídia não publicara nenhuma notícia sobre estas ações judiciais contra a empresa do prefeito Militão. Depois afirmou que vem sofrendo perseguição política e defendeu o ex-prefeito Cacau discorrendo sobre “os 33 processos” do ex-prefeito e, com voracidade atacou, de forma generalizada, o secretariado do prefeito Militão. Pelo contexto do vereador, não ficou claro a quem ele queria atingir.
Por sua vez, o vereador Diomar Mariotti Filho, com palavras bem ensaiadas, defendeu o colega asseverando que “os vagabundos querem mandar”. Os seus ataques também foram ilustrados por mais de uma vez com a palavra “sem vergonha” e acabou por acusar, não sabemos a quem, de “puxa sacos que ganham mixaria”. O palavreado do vereador causou indignação junto ao público presente à reunião, principalmente das pessoas imparciais que lá estavam apenas para assistir a uma sessão ordinária do Legislativo monte-santense.
Ao final da sessão ordinária partidários do vereador Chico do Mercado comemoraram o não acolhimento da denúncia com queima de fogos de artifícios, nas imediações da Câmara Municipal. Conforme a nossa “Folha” apurou, os autores da denúncia enviarão cópia para o Ministério Público, como também, para a Justiça Eleitoral.






















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